Páginas

sábado, 5 de junho de 2010













Sonho 4-6-2010

Uma cidade futurista cheia de casas ovais, canais com rios azuis e aeronaves de todos os formatos que preenchiam o céu. Depois eu era membro da resistência mutante, mas os líderes do meu partido desconfiavam de mim. Fui então julgado numa grande sala em um complexo de cavernas nas montanhas, esconderijo dos mutantes. Todos eram grandes e/ou com formato de animais humanóides. O juiz parecia um gigante de carvão com cabeça de gato, era muito sério e justo, mas também desconfiava de mim. Parecia haver certo preconceito no ar pelo fato de eu parecer um humano normal. Acordei.

Sonho 5-6-2010

Era uma situação crise, mas não sei exatamente por quê. Éramos um grupo de mais ou menos cinco pessoas, todas jovens, encasteladas em uma casa classe média e bem limpa, mas com as portas e as janelas cerradas. Tínhamos que proteger os alimentos e as mulheres. Dei uma saída e, quando voltei, um rapaz tinha entrado na casa e tentado estuprar uma de nossas moças. Para protegê-la, o namorado dela, o poeta Oswald de Andrade, deu uma paulada na cabeça dele. Por conta disso agora estava ocorrendo uma espécie de julgamento. Eu, nesse sonho, era apenas um espectador. Fora da casa, perto de um matagal, o invasor, agora apaixonado pela moça, desafiou Oswald dizendo que os quadros que ele fazia eram um lixo e que poderia fazer melhor. Oswald então propôs um duelo artístico: quem fizesse o melhor quadro ficaria com a moça, dizendo isso, pegou um punhado de barro, mato e pedriscos do chão e empastelou na cara do invasor. O invasor saiu correndo pelo matagal, procurando qualquer material para fazer seu quadro. Oswald, calmamente, pegou aquele barro que tinha enfiado na cara do invasor, esfregou no chão com um pouco de tinta, arrumando detalhes, depois pegou uma tela e “carimbou” naquilo tudo, finalizando um retrato surrealista do rapaz: uma cabeça de chapéu, mas com a cara toda empastelada de lama e pedras, formado desenhos orgânicos. Oswald chamou o quadro de “Retrato de Um Idiota”. Quando o rapaz voltou, com uma tela cheia de rabiscos incompreensíveis, ficou furioso com a risada geral e esfaqueou Oswald de Andrade. Muitos anos depois, e com a situação do país já em ordem, estava um grupo de pessoas reunidas em frente a um Shopping Center, todos de meia idade e muito bem vestidos. Faziam uma homenagem ao poeta assassinado. No meio deles, uma senhora muito parecida com a atriz Regina Duarte, vestida de preto, mas com roupas muito sensuais e meia arrastão e com as sobrancelhas fortemente pintadas em formato de “til”, foi impedida de entrar, porque era uma velha prostituta. Depois da foto oficial, enquanto todos entravam no prédio, ela esbravejava lá fora, xingando todos de hipócritas e dizendo que tinha sido a única a comparecer ao velório do poeta, muitos anos atrás. O nome dela era Hilda Furacão. Acordei.

Jorge de Barros

2 ociosos:

Edson Bueno de Camargo disse...

Necrológio.

No velório do poeta, só compareceram putas, vagabundos e bêbados, não necessariamente nesta ordem.

a família se recolheu em cerimônia reservada, pois garantem que nos últimos excretores, este se converteu ao cristianismo.

Seus amigos negam veementemente.

Chris disse...

Dogoras?
Que lastimável... Um menino tão bom, usando toxirico. Mas é a vida, meu caro Chris, vulgo Oswald? Segundo o Aristides, outro dogorado... O mundo está perdido no carack.
As dogoras dominarão o mundo e eles chamarão os excrementos-escritores da sociedade para dominá-la.
I have dream...
Hehehe